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Curiosidades sobre a pré-história de Malta

Última atualização do post:

Muita história cerca essa ilha que nos encanta.
Foto by Bruna Maier

Você não imagina como há curiosidades sobre o período da pré-história de Malta. Essa jornada começa muito antes de 12.000–10.000 a.C., no início do Holoceno, quando Malta foi desconectada da Sicília devido à elevação do nível do mar.

Então para você que achou ou acha que Malta era conectada com a África, hoje irá aprender que nunca foi, e que também não faz parte da Itália.

A formação da ilha tem início durante o período da Era do Gelo, e aqui em Malta sítios como Għar Dalam, comprovam arqueologicamente esse fato. Hoje, podemos visitar e observar evidências dos primeiros assentamentos de animais e também o reúso destes lugares durante as fases históricas. Adicionalmente, há várias fases de atividade humana e animal ao longo de diferentes períodos.

Um detalhado relato da pré-história de Malta


● Camada dos Animais Domésticos – Contém restos de vacas, cavalos, ovelhas, cabras, cerâmica e ferramentas de sílex.
● Camada Calcária (0,6 cm) – A próxima camada geológica.
● Camada dos Cervos (175 cm) – Apresenta vestígios de cervos-anões (cervo-vermelho), carnívoros como ursos-pardos, raposas-vermelhas e lobos, além de grandes cisnes e tartarugas gigantes.
● Camada de Seixos (35 cm) – Composta por pequenos blocos e seixos.
● Camada dos Hipopótamos (120 cm) – Inclui restos de Hippopotamus melitensis, elefantes-anões e arganazes gigantes.
● Camada de Argila sem Ossos (125 cm) – Sem vestígios de restos animais, marcando uma transição abrupta.

Local que comprova que Malta teve surgimento durante a Era do Gelo.
Museu Ghar Dalam em Malta – Imagem: Arquivo pessoal

Essas camadas não apenas oferecem insights sobre a pré-história de Malta, mas também destacam sua importância geológica e histórica. Demonstram como essa ilha mediterrânea passou por distintas fases de desenvolvimento. Logo, é fascinante tanto para adultos quanto para crianças, pois tudo isso também mexe com nossa imaginação.

Porém, à medida que avançamos para períodos históricos posteriores, encontramos fases de Skorba Cinza e Vermelha. Pesquisas e estudos arqueológicos descobriram cavernas, abrigos rochosos e sepulturas, indicando que sua vida girava em torno da agricultura e práticas religiosas.

Havia gerenciamento de recursos de maneira super intrigante, que foi se adaptando a diferentes períodos. Seus movimentos, habilidades e conexões com o sudeste da Sicília, além de semelhanças com a Sardenha e Creta, revelam uma fascinante rede de trocas culturais e estratégias de sobrevivência.

O Período dos Templos em Malta – conhecido como Período do Cobre

Na minha opinião, um dos períodos mais fascinantes. Ele inicia por volta de 4100 a.C., é conhecido como o Período dos Templos (apenas assim chamado em Malta). Essa Era é marcada por impressionantes estruturas de pedra. Todavia, um fato intrigante é que, nenhum vestígio de cobre foi encontrado em Malta nesse período, tornando sua história ainda mais única.

Super interessante é como essas civilizações conseguiram construir estruturas tão impressionantes, usando megálitos, sem as ferramentas avançadas que temos hoje. Logo, este é um dos mistérios da pré-história de Malta, que continua a intrigar pesquisadores e visitantes, destacando a engenhosidade e a resiliência dos antigos habitantes malteses.

O mais notável é que não conseguiram rastrear a origem dessas pedras fora da ilha. Embora existam estruturas mais antigas ou contemporâneas, como Göbekli Tepe, na Turquia, ou Stonehenge, na Inglaterra, os templos megalíticos malteses permanecem distintos e incomparáveis, e são mais antigos que as pirâmides do Egito.

Se pensarmos que o Período dos Templos trata apenas de templos, estaríamos enganados. Essa Era apresenta diferentes fases, com cinco períodos distintos.

Sendo assim, os templos malteses são divididos em suas características arquitetônicas, como as entradas em forma de trilito, ortóstatos, pisos pavimentados, portais, ábsides, geralmente com três zonas e altares. Com isso, todos contribuíram para seu design excepcional e atemporal.

Construção dos templos

Uma das primeiras fazes está ligada a Zebbug, e esta é associada a cabanas, levantando a questão do porque foram construidas. Se não eram para moradia, alguns estudiosos afirmam que tinham propósitos religiosos.

Outro aspecto essencial é o próprio processo de construção, que demonstra uma organização e mão de obra notáveis. A extração de pedras era somente local, e sua escolha era super estratégica. Podemos ver em toda a ilha Maltesa, a cuidadosa elaboração das suas fachadas, muitas vezes arredondadas, que evidenciam um nível extraordinário de planejamento e habilidade.

  • Alguns estudiosos e pedreiros malteses estimam que o trabalho nos templos exigia aproximadamente 30.372 dias de trabalho humano.

Mas você também poderá ouvir outros nomes como Mġarr, Ġgantija, Saflieni e Tarxien, que também são fases pré-históricas e cada uma traz descobertas fascinantes sobre a evolução das civilizações locais.

Além disso, a crescente habilidade técnica dos construtores, juntamente com a sútil evolução das necessidades rituais, revela uma transição fascinante.

Os templos da pré-história de Malta possuem complexidade na construção.
Templo Tarxien em Malta, um dos patrimônios da UNESCO – Imagem: Pixabay

Suas cerâmicas e figuras femininas encontradas nesses templos, apresentam desenhos geométricos que por muitas vezes são representadas sem cabeça, despertando curiosidade sobre seus propósitos e significados. Também descobriram modelos em miniatura de templos, com telhados, o que aumenta ainda mais o mistério sobre sua função e simbolismo.

Os Grandes templos de Malta

Entre os templos mais emblemáticos estão Ħaġar Qim e Mnajdra, que estão a uma curta caminhada um do outro. Eles chamam atenção por suas particularidades e desenvolvimento e hoje também podem ser visitados.

A presença de altares, que podem quase certamente ser identificados como tal, levanta a questão: será que as pessoas os utilizavam para rituais? 

O design dos ábsides e a presença de pequenas portas com furos, com significados ainda desconhecidos, adicionam ainda mais mistério. Agora imagine seus alinhamentos com os astros, o nascer e o pôr do sol, além do fenômeno do equinócio, que continuam sendo eventos que as pessoas celebram.

Interessante é a relação entre esse e outros templos com a  agricultura, que desempenhava um papel crucial na sociedade da época. Curiosamente, apesar de estarem cercados pelo mar, não há evidências de que os habitantes consumiam peixe regularmente, sugerindo que eram predominantemente agricultores.

Os espirais e padrões geométricos encontrados em várias lajes de templos em Malta, também são fascinantes. Ainda hoje, o espiral simboliza o infinito, podendo representar tontura, eternidade ou até um estado de transe, semelhante às danças tradicionais da Turquia ou aos efeitos visuais de desenhos animados quando um personagem fica atordoado.

Hoje, este e outros sítios são Patrimônio Mundial da UNESCO.

Pré-história de Malta e os mistérios neste arquipélago

Outro templo notável, Mnajdra, sugere a necessidade de mais templos à medida que a população crescia. A construção expandiu-se ao redor do local, e os vestígios indicam que a última estrutura planejada pode não ter sido concluída. O que aconteceu para impedir sua finalização?

Mas não posso deixar de mencionar os Templos  Tarxien e Ta’ Ħagrat, que apresentam escadas, levantando mais perguntas: por que há a presença de escadas? Você pode imaginar isso comigo? É muito doido!

Contudo, para quem acha que ficamos apenas nisso, eu preciso mencionar  Hipogeu de Hal Saflieni, um sítio subterrâneo cheio de lendas e um dos locais mais intrigantes de Malta. Você pode visitá-los com horários marcados e não precisa de guias, porém há necessidade de agendar com muita antecedência, pois sua visitação é limitada.

Entretanto, à medida que avançamos na história desta ilha, vemos mudanças significativas na vida dos habitantes, desde a cerâmica até os rituais e a organização social.

Os misteriosos sulcos nas rochas (cart ruts), cujo propósito e período exato ainda são desconhecidos, continua sendo um tema de debate e fascínio para arqueólogos e historiadores, não apenas em Malta, mas em todo o mundo onde se encontram esses marcos.

Mas a história se estende: conheça sobre os Fenícios também, você vai viajar no tempo.

Os misteriosos sulcos nas rochas da época da pré-história de Malta continuam fascinando e intrigando pesquisadores da área.
Os sulcos nas rochas (cart ruts), continuam sendo um tema de debate e fascínio para arqueólogos e historiadores – Imagem: Arquivo Pessoal

Até breve! Planeje ou adicione Malta em seu roteiro de viajem a Europa, estou aqui para auxiliar em sua experiência turística com muita honra e orgulho de nosso arquipélago.

Bruna Maier

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Bruna Maier

Bruna Maier é cidadã brasileira e maltesa, empreendedora e especialista em turismo internacional, com mais de 15 anos de experiência como expatriada em Malta. Fundadora da UBM Travel Malta, a única empresa boutique de excursões especializada no mercado de língua portuguesa no arquipélago, Bruna oferece experiências culturais, religiosas, históricas e eco-sustentáveis, com foco no nicho premium e atendimento altamente personalizado.

Nascida e criada em uma tradicional família empreendedora do interior de Santa Catarina, região marcada pela imigração alemã e polonesa, Bruna foi desde cedo moldada pelos valores do trabalho árduo, da diversidade cultural e do pensamento visionário. Sua história familiar, registrada nos livros históricos da região, é marcada por pioneirismo, migração e superação — raízes que despertaram nela um forte senso de responsabilidade social e consciência global.

Desde jovem, envolveu-se com trabalhos voluntários e atividades culturais. Seu primeiro contato com o turismo ocorreu através do universo dos eventos de luxo, onde desenvolveu olhar apurado para os detalhes e excelência no acolhimento. Aos vinte e poucos anos, já havia viajado por países como Dinamarca, Tunísia, Líbano, Catar e por diversas regiões do Brasil, adquirindo vivências únicas em diferentes culturas, sistemas econômicos e relações humanas. Essa bagagem despertou uma paixão duradoura por pessoas, lugares e jornadas com propósito.

Hoje, Bruna une suas paixões por psicologia, sustentabilidade e turismo transformador em projetos que inspiram, conectam e geram impacto contando histórias reais de quem escolheu viver a vida fora do roteiro tradicional.

Além de tudo isso, Bruna é mãe solo de três filhos bilíngues, que são sua raiz, força e maior motivação. Representando a coragem da mulher brasileira com a resiliência maltesa, ela transforma desafios em oportunidades provando que é possível recomeçar, prosperar e deixar legado.

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