Em 2022 eu vivi uma das experiências mais intensas e transformadoras da minha vida: um mochilão de 22 dias pelo Sudeste Asiático, passando por quatro países, com apenas uma mochila de 10 quilos. Era minha primeira viagem internacional depois da pandemia e também a primeira grande aventura depois de ter mudado para a Austrália.
Portanto, eu estava ansiosa, animada e ao mesmo tempo cheia de expectativas. Ao final, posso dizer que voltei diferente: mais leve, mais desapegada e com a certeza de que não precisamos de muito para sermos felizes.
Tudo começou com o sonho de conhecer Bali
O ponto de partida era claro: eu queria conhecer Bali. Mas também tinha muita vontade de conhecer a Tailândia. Sendo assim, eu abri o Google Maps e comecei a traçar uma rota, pesquisando voos diretos que otimizassem tempo e custos. Morando em Melbourne, na época, essa logística ficou mais fácil. E assim nasceu parte do meu roteiro: 8 dias na Indonésia, 4 no Vietnã, 8 na Tailândia e 1 em Singapura.
Com tantos deslocamentos, despachar malas não parecia uma boa ideia. A decisão foi fácil: somente uma mala de mão para 22 dias de viagem.
O que coube na mochila durante a viagem pelo Sudeste Asiático
Primeiramente, não foi um bicho de sete cabeças e nem o pior dos desafios viajar por 22 dias com uma mala de mão. Por ser verão e calor intenso em novembro (no Sudeste Asiático), levei apenas roupas leves, confortáveis e fáceis de combinar. Antes de viajar, montei looks estratégicos, como por exemplo, uma saia que rendeu até quatro combinações diferentes.
Os calçados foram pequenos e funcionais. Levei uma nécessaire com skincare e um pouco de maquiagem, e mais alguns itens básicos de autocuidado e, o essencial, protetor solar!
Além disso, uma das coisas que fez diferença (e, isso independe de estar viajando com pouca ou muita coisa), ao escolher os hotéis, foi filtrar opções com máquina de lavar (e com café da manhã incluso, é claro), pois pude repetir as peças sem problemas, mantendo tudo limpo e cheiroso.
Eu não fui a única a ir para a Ásia com apenas uma mala de mão. Se você também sonha em viver algo parecido e não sabe por onde começar, clica aqui e assiste a um vídeo de como preparar sua mala para uma viagem assim.

Custos, deslocamentos e planejamento
Foram cerca de dois meses de pesquisa para montar cada detalhe (eu amo essa parte!): hotéis bem localizados, pontos turísticos imperdíveis, deslocamentos internos… o custo total (sem contar as passagens aéreas) foi em torno de 3 mil dólares australianos.
Para se locomover nos países, usamos diferentes meios de transporte, tais como:
Scooter em Bali e Tailândia, pois é o jeito mais comum e barato de explorar.
Tuk tuk em Bangkok, pela experiência.
Uber para trajetos longos, de Ubud até o porto de Sanur, por exemplo.
Muita caminhada, aproveitando o ritmo local.
Em relação ao dinheiro, trocamos em espécie em Melbourne antes de embarcar, pois as taxas eram melhores do que as taxas no aeroporto. Em alguns lugares, especialmente na Indonésia, cartões não são aceitos. Portanto, recomendo sempre levar dinheiro vivo. Também usamos o cartão Wise, com boas taxas de câmbio.
Início do roteiro pelo Sudeste asiático
1.Ubud
Ubud, na Indonésia, foi nosso ponto de chegada. Logo no primeiro dia, caminhamos pelo centro, visitamos o Ubud Palace e jantamos em um restaurante local, onde experimentei meu primeiro nasi goreng autêntico, prato que virou favorito da viagem.

2. Nusa Penida
Em Nusa Penida, o destaque foi chegar àquela praia que parece um T-Rex: uma visão de tirar o fôlego do alto. Mas o que realmente tirou nosso fôlego foi descer até lá. Depois, seguimos para Diamond Beach, mais um visual paradisíaco, embora o mar seja perigoso demais para nadar. Depois, descansamos em Atuh Beach, que é mais tranquila, com águas calmas, warungs (restaurantes ou lojinhas familiares) e cadeiras de sol, perfeito para relaxar.
3. Gili Trawangan
Essa ilha é tão pequena que demos uma volta nela inteira de bicicleta em 40 minutos. E o mais inesquecível foi o pôr do sol à frente de um vulcão.
4.Vietnã: Hanói e Ha Long Bay
Chegando em Hanoi, fomos direto para o Old Quarter (onde ficava nosso hotel). Que caos organizado! Ruas lotadas, buzinas por todos os lados. No dia seguinte, fizemos um tour para Ha Long Bay, montanhas cársticas recortadas sobre águas calmas, sensação de estar dentro de uma pintura viva.
Mais alguns locais que visitei no Sudeste asiático
5.Bangkok
Já ouviram falar em Khaosan R, em Bangkok? A rua estava pulsando música alta por todos os bares. O nosso hotel era nessa rua. Chegamos com fome, sentamos para comer em um desses bares e descobri que todos aqueles lugares só vendiam bebida alcoólica. Logo, acabamos indo no McDonald’s mesmo. Ainda conhecemos o Grand Palace e assistimos a uma luta de Muay Thai no primeiro estádio dessa luta do mundo.
6.Phuket
Inicialmente, iríamos ficar duas noites em Phuket e ir para Phi Phi Island, mas começou a temporada de chuvas na Tailândia e decidimos não ir e aproveitar ao máximo Phuket. E, claro que valeu a pena! Um dos momentos mais marcantes foi quando um vendedor de coco subiu em uma árvore, colheu a fruta na hora e cortou um coco fresquinho e natural, direto da fonte.
7.Singapura
E nossa última parada foi em Singapura. Um dia inteiro foi suficiente para conhecer o Jardim Bay, o The Shoppes at Marina Bay e o centro da cidade. O contraste com os outros países foi bem grande, pois Singapura é mais moderno, tecnológico e futurista. Adicionalmente, a moeda do país é bem forte, quase equivalente ao dólar australiano.
Esses não foram os únicos países da Ásia que eu visitei, eu também conheci o Japão. Clicando aqui você pode ler o meu artigo sobre Tokyo. Spoiler: o Japão é tudo isso que dizem sim!

Em suma, viajando com apenas uma mochila de 10 kg por 22 dias, eu aprendi que não preciso de muito para ser feliz. Cada experiência, cada pôr do sol, cada encontro com pessoas locais ou outros viajantes me mostrou que o essencial está nas experiências, e não nas coisas.
Sendo assim, essa viagem me ensinou sobre desapego, sobre planejamento, sobre coragem e sobre o quanto somos capazes quando nos permitimos sair da zona de conforto.
About The Author
Aline Bandeira
A paixão por escrever, fotografar e contar histórias me fizeram escolher a comunicação. Em 2018, me tornei jornalista e, em 2019, embarquei numa aventura para a Austrália, para aprimorar meu inglês e aprofundar meus estudos em comunicação e marketing. Lá, também me tornei pós-graduada em Marketing e Comunicação. Sou apaixonada por criar e contar histórias atraentes.